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Emendas para rodeios e motocross

19/09/2011 de DF - Correio Braziliense, por Da Redação

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A organização não governamental (ONG) Esquerda Plural Brasil, com sede em Brasília, recebeu R$ 1,2 milhão do Ministério do Esporte para produzir circuitos de rodeio e motocross em São Paulo. Os recursos chegaram, segundo a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2010, por meio de emendas parlamentares de deputados do PSC do Rio de Janeiro. O dinheiro, no entanto, foi usado em São Paulo para beneficiar projetos do deputado federal Régis de Oliveira (PSC-SP), que acabou não se reelegendo.

A entidade foi responsável também por promover o Festival de Música de Monte Aprazível — município paulista que é terra natal do ex-parlamentar —, com verba do Ministério do Turismo. Ao todo, a entidade recebeu R$ 1,9 milhão do governo federal. O restante da verba serviu para a criação das Pílulas do Porão do Rock, em Brasília, e o Sábado Legal Sertanejo, em Palmitinho (RS).

O Circuito Paulista de Motocross foi marcado por denúncias de mau uso do dinheiro público. Uma federação de motociclismo do estado informou ter encaminhado à Ouvidoria do Ministério do Esporte suspeitas de superfaturamento nas provas. A liberação do dinheiro foi autorizada pelo secretário executivo da pasta, Waldemar Manoel Silva de Souza. A entidade Plural Brasil, localizada em um escritório na Asa Norte, era comandada por Guilherme Hamu Antunes, que ocupa atualmente o cargo de assessor da Secretaria de Estado do Governo do Distrito Federal. Hamu Antunes informou que deixou a entidade porque "resolveu trabalhar com outras atividades". Segundo ele, não foram identificadas irregularidades nos convênios e as contas teriam sido aprovadas pelos órgãos competentes.

Em nota, o Ministério do Esporte informou que as prestações de contas foram encaminhadas para análise. Hamu Antunes sugeriu que a reportagem entrasse em contato com a tesoureira da entidade e responsável pelo trato com os parlamentares, Andreia Tegoshi. A reportagem deixou diversos recados no celular de Andreia, mas não obteve retorno.

O Ministério do Esporte informou, por meio da assessoria de imprensa, que o secretário executivo da pasta, Waldemar Manoel Silva de Souza, não conhece Guilherme Hamu Antunes e que não há registro de denúncias nos convênios. Os contratos, segundo a pasta, foram firmados apenas com emendas do deputado Régis de Oliveira. A reportagem não localizou o parlamentar.