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Secretário diz não ter pedido acerto de Sarney com Requião

19/09/2011 de PR - Gazeta do Povo, por Karlos Kohlbach

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O secretário da Segurança Pública do Paraná, Reinaldo de Almeida César, negou ontem que tenha intercedido para que o senador Roberto Requião (PMDB) viabilizasse a mudança de cargo no Senado de sua mulher, Luciana Teixeira Galle­­­rani. Reportagem de ontem da Gazeta do Povo mostrou que, graças a um acordo entre Re­­­quião e o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), a mulher de Almeida César deixou o cargo que ocupava na presidência do Senado para trabalhar no escritório político de Curitiba do senador paranaense.

A troca de funcionários entre Requião e Sarney envolveu Luciana e José Benedito Pires Trindade, assessor de Requião e ex-secretário de Comunicação no governo do peemedebista. Desde maio, quando Luciana deixou a presidência e ingressou no gabinete de Requião, Trindade, que era servidor do paranaense, é oficialmente funcionário de Sarney. Apesar disso, Trindade foi cedido para trabalhar com Requião. O “troca-troca” de servidores permitiu que Luciana mantivesse o cargo no Senado e viesse morar com a família em Curitiba – como funcionária da presidência, ela teria de obrigatoriamente trabalhar na sede do Senado, em Brasília. Requião se beneficiou ao, na prática, ganhar dois funcionário em vez de um.

Em entrevista à rádio BandNews, o secretário Al­­meida César explicou que, ao assumir a secretaria a convite do governador Beto Richa (PSDB), no início deste ano, se deparou com a necessidade de conciliar o trabalho da mulher no Senado com a vontade de manter a família unida. “A solução para isso, que o próprio Senado encontrou, foi que ela trabalhasse no escritório. E sem que eu soubesse, sem que fizesse qualquer tipo de solicitação a quem quer que seja, a área de Pessoal do Senado consultou os senadores do Paraná, consultou o senador Requião, que aceitou”, resumiu na entrevista à rádio. A Gazeta do Povo tentou ontem falar com o secretário, mas ele não retornou às ligações do jornal.

Mas a reportagem da Gazeta conversou ontem com Luciana. Ela confirmou que trabalha no escritório político de Requião e que não há qualquer ilegalidade nisso. Luciana disse ainda que chegou a procurar o senador Alvaro Dias (PSDB) para viabilizar a transferência dela para Curitiba. “Conversei com o Alvaro para saber, mas a troca não deu certo. Daí, encontrei o Requião e pedi para ele. Deu certo”, disse ela, citando que, na época, a senadora Gleisi Hoffmann (PT) seria a terceira opção. Luciana revelou que pensou até em largar o cargo no Senado caso não desse certo a troca.