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Mais alguns bilhões

20/09/2011 de DF - Correio Braziliense, por Da Redação

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Em apenas oito meses, a Copa do Mundo de 2014 passou a custar R$ 6,829 bilhões a mais. Esse dado é apontado por um levantamento realizado pela consultoria legislativa do Senado. De acordo com o estudo, que comparou os números informados pelo Ministério do Esporte nos dois balanços dos trabalhos realizados até agora, três obras incluídas no projeto de mobilidade urbana de Belo Horizonte e o Itaquerão foram os maiores responsáveis pelo aumento de 28,7% no orçamento.

Só na capital mineira foram acrescidos R$ 3,247 bilhões do PAC Mobilidade Grandes Cidades, anunciados este mês. Já o valor do futuro estádio do Corinthians, que em janeiro não estava inclusa, acrescentou R$ 820 milhões à conta. O levantamento foi realizado pelo consultor legislativo do Senado Alexandre Guimarães, a pedido de deputados e senadores. No documento, ele aponta ainda que o Estádio Nacional de Brasília foi o único a diminuir o valor inicial, custando R$ 25,4 milhões a menos.

Proporcionalmente, o maior aumento está em Porto Alegre. As obras no Beira-Rio, que custariam R$ 154 milhões em janeiro, agora estão orçadas em R$ 290 milhões, ou seja, 88,3% mais caras. No período avaliado pelo consultor, os estádios de Cuiabá, Manaus e Natal foram os únicos a não apresentar elevação.

A principal diferença, entretanto, passa longe dos estádios, que cresceram R$ 1,3 bilhões. Mais de R$ 4 bilhões foram acrescidos às obras de mobilidade urbana nas cidades sedes. Nesse quesito, Cuiabá foi quem mais custou. Com apenas duas obras previstas, os gastos aumentaram 142,3%, ou R$ 695 milhões. No Rio de Janeiro e em Porto Alegre, os índices foram de 17% (R$ 273,6 milhões) e 11,2% (R$ 53,8 milhões), respectivamente. Apenas Brasília e outras cinco cidades (Belo Horizonte, Natal, Recife, Salvador e São Paulo) não apresentaram variação nos custos com mobilidade urbana previstos em janeiro.