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Genro de Gastão pede exoneração

20/09/2011 de RJ - O Globo, por Gerson Camarotti

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Ele ocupava cargo comissionado na Câmara, mesmo sendo parente de deputado

O genro do ministro do Turismo, Gastão Vieira, o assessor técnico André Bello de Sá Rosas Costa, pediu exoneração do cargo comissionado que ocupava na Câmara desde abril. Ontem, O GLOBO revelou que ele foi nomeado para ocupar um cargo de natureza especial (CNE) na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Casa. Resolução da Câmara proíbe nomeação "para exercício de CNE de cônjuge, companheiro e parentes consanguíneos ou afins, até segundo grau civil" de deputados, senadores, ministros do TCU e diretores da Casa. Gastão se licenciou do mandato de deputado para ser ministro. Procurado pelo GLOBO, Costa não retornou.

Segundo amigos, Costa decidiu entregar o cargo para evitar que o sogro sofra desgaste político. Gastão negou, na véspera, ter interferido na contratação do genro. Alegou que Costa já tinha sido funcionário da Casa em 2007; saiu para estudar e voltou, procurando emprego por conta própria.

O ministro comunicou a colegas do PMDB, de manhã, que o genro pediria exoneração. Costa poderá questionar a direção da Câmara, alegando que sua contratação foi autorizada, mesmo após ter perguntado, em consulta, se haveria problemas, por ser genro de deputado.

Ontem, Gastão tentou adiantar a contratação do segundo escalão do ministério, mas decidiu aguardar a volta da presidente Dilma Rousseff de Nova York para escolher seu secretário-executivo.

Em audiência com a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, Gastão pediu ontem sugestão de um nome técnico dos ministérios da Fazenda ou do Planejamento. Segundo ele, um nome técnico de uma dessas duas pastas facilitará o trabalho do governo.

Com o aval do Planalto, Gastão convidou para o cargo o secretário de Ciência e Tecnologia do Maranhão, João Bernardo de Azevedo Bringel. Mas a governadora Roseana Sarney (PMDB-MA) teria vetado a volta de Bringel para Brasília. Bringel também foi secretário-executivo do Ministério do Planejamento, quando a pasta era comandada por Paulo Bernardo.